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terça-feira, 2 de janeiro de 2024
Música - Under The Bridge
Red Hot Chili Peppers ao vivo em 2023, um original de Blood Sugar Sex Magik
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sexta-feira, 12 de agosto de 2022
Anne Heche 1969 - 2022
Actriz talentosa (neste blog pode ser vista aqui e aqui) participou em várias séries televisivas e filmes tendo ganho 9 prémios em 21 nomeações, numa carreira iniciada nos anos 80 do século passado. Paz eterna
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sábado, 16 de outubro de 2021
Disco - Blood Sugar Sex Magik
Red Hot Chili Peppers em 1991. Um trabalho poderoso quer em termos sonoros quer poéticos ao longo dos seus mais de 73 minutos e 17 canções o qual foi particularmente bem recebido pelo público e pela crítica, sendo ainda hoje considerado como um disco de topo no seu campeonato (Rock Alternativo, Funk Rock entre outros rótulos). 30 anos depois está como novo. Gus Van Sant foi o responsável pela parte gráfica do disco.
segunda-feira, 14 de junho de 2021
Filme - O Mar De Árvores
Realizado por Gus Van Sant em 2015, a partir de um argumento de Chris Sparling, foi nomeado à Palma de Ouro em Cannes. Ninguém conte com facilidades, o trabalho é narrativamente pesado e a camara de Sant não é nada linear, algo que é o seu ADN. Sant usa e abusa de flashbacks os quais nos "balizam" a história de forma exemplar. Arthur (Matthew McConaughey) dirige-se a Aokigahara para se suicidar. Já na floresta cruza-se com um homem (Takumi - Ken Watanabe) o qual está ferido e perdido tendo abandonado a ideia de se suicidar, após ter sido despromovido no emprego, lembrando-se que tem uma mulher e uma filha. Arthur resolve ajudá-lo e começa a cumplicidade entre ambos especialmente quando se perdem e o objectivo já não é morrer é sobreviver: Em tempos Arthur (um professor universitário) teve um casamento feliz com Joan (Naomi Watts) uma promotora imobiliária, mas a sua infidelidade a sua falta de ambição e o alcoolismo da esposa tornaram a relação entre ambos num inferno. Quando é detectado um tumor a Joan e após uma operação bem sucedida o casal parece que se vai reconciliar mas um brutal acidente envolvendo uma ambulância que transportava Joan para um tratamento tira a vida à mesma.
Mais um "trabalho de autor" de um dos mais invulgares e talentosos realizadores da actualidade, actualmente com 68 anos, cheio de mensagens e de metáforas, com uma gestão de tempos narrativos e gráficos de uma sensibilidade sublime, para quem o souber ver com olhos de ver...
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segunda-feira, 25 de novembro de 2019
Filme - Inquietos
A partir de um argumento de Jason Lew, Gus Van Sant realizou este trabalho em 2011 o qual teve uma nomeação em Cannes. Sant (actualmente com 67 anos) nunca foi (nem nunca será) um realizador "politicamente correcto": Aqui, aqui e aqui a título de exemplo, mas não deixa ninguém indiferente (44 prémios em 109 nomeações, duas aos Oscares: O Bom Rebelde e Milk) - Até se "armou" em Hitchcock. Mais uma vez o realizador pegou num tema difícil e mais uma vez se saiu bem. Enoch (Henry Hopper) é um jovem estranho: Após a morte dos seus pais num acidente de automóvel dedica-se a assistir a velórios de desconhecidos, ao mesmo tempo que passa o seu tempo a conversar e a jogar "Batalha Naval" (onde perde sempre) com um amigo imaginário (Hiroshi - Ryo Kase) o qual em tempos foi um piloto Kamikaze durante a 2ª G.M. Annabel (Mia Wasikowska) é uma rapariga a quem os médicos dão 3 meses de vida a qual vive com a mãe (Rachel - Lusia Strus) e com a irmã (Elisabeth - Schuyler Fisk). "Almas perdidas" Enoch e Annabel apaixonam-se, ambos sabendo que o final não vai ser feliz...O "dedo" do realizador é profundamente certeiro num trabalho sobre a vida e não (como poderá parecer) sobre a morte.
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sábado, 12 de outubro de 2019
Robert Forster 1941 - 2019
Uma longa e diversificada carreira (entre filmes e séries participou em mais de 180 trabalhos, tendo sido dirigido por realizadores como p.ex Lynch, Tarantino, Van Sant)). Recebeu 3 prémios em 16 nomeações (uma ao Oscar). Descanse em paz.
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segunda-feira, 4 de abril de 2016
Filme - Terra Prometida
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quarta-feira, 17 de dezembro de 2014
Filme - Milk
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terça-feira, 12 de agosto de 2014
Robin Williams 1951 - 2014
Arrecadou 1 Oscar em 4 nomeações, 6 Globos de Ouro, 2 Emmy´s, 5 Grammy´s num total de 55 prémios em mais de 120 nomeações, numa carreira de excepção (Trabalhou com realizadores como Spielberg, Van Sant, Levinson, Weir, Copolla, Nolan, Allen, Altman e muitos outros). Desempenhou mais de 100 papéis como actor, tendo igualmente composto, cantado, escrito, produzido e realizado. A 7ª arte está definitivamente de luto, após o desaparecimento físico de um dos seus "filhos pródigos". Williams não interpretará mais nenhum papel, mas a sua obra perdurará para sempre: Recordo alguns dos seus papeis, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e poderia continuar a lista. Esteja onde estiver, Williams só pode estar orgulhoso por tudo quanto nos deu. Pela parte que me toca um singelo "eternamente grato".
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segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014
Disco - Paranoid Park
A banda sonora do filme de Gus Van Sant ficou a cargo de muito boa gente: Nino Rota, Elliot Smith, Frances White, Ethan Rose, Ludwig Van Beethoven entre outros. Sant gere a música da mesma forma que gere todo o filme: Exemplarmente
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Filme - Paranoid Park
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sábado, 14 de dezembro de 2013
Filme - A Caminho De Idaho
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sábado, 21 de julho de 2012
Filme - O Bom Rebelde
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quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
Filme - Descobrir Forrester
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domingo, 12 de setembro de 2010
Cinema Infantilizado, Ou A Morte Do Individuo
Artigo de Henrique Raposo
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Alertado por um artigo já antigo do TLS (Clive Sinclair, “Total Eclipse”, aka o artigo-descaradamente-roubado-por-este-post), resolvi fazer um exercício: comparar um clássico com o seu remake. Ou seja, resolvi comparar, vá, a psique do original com a psique da sua reconversão moderna. E o resultado é um pouco triste: nos anos 50, o espectador era tratado como um adulto; no nosso tempo, o espectador é tratado como uma criança ou mesmo como um imbecil. Hoje em dia, parte-se do pressuposto de que o espectador é burro. O argumentista e realizador metem tudo na misturadora e servem uma papa já mastigada ao espectador. Como é óbvio, este modus operandi destrói os silêncios, os subentendidos, o mistério de um frame não explicado, enfim, destrói a imaginação do espectador.
O objecto desta fabulosa experiência científica é o “3:10 to Yuma” (o original é de 1957, e foi realizado por Delmer Daves – um tarefeiro muito competente; fez um dos melhores filmes da dupla Bogart/Bacall, “Dark Passage”; o remake é de 2007, e foi realizado por James Mangold). A história gira em torno de dois homens, o bandido (Ben Wade – Glenn Ford/Russell Crowe) e o pai de família (Dan Evans – Van Heflin/Christian Bale). Como já perceberam, o encanto da história deriva da colocação de um homem normal (Evans) numa situação extraordinária. Reza a lenda que é aqui que nascem os heróis. Bom, não vou contar mais nada, para não ser desmancha prazeres. Vou apenas, como dizia há pouco, comparar a atmosfera de cada filme. E a diferença principal está na forma como se aborda o bandido, Ben Wade. O filme original não tenta explicar o comportamento do bandido, ou seja, não tenta explicar a origem do mal. O mesmo já não sucede no filme de 2007. Mangold tenta explicar o mal através dos traumas psicológicos: o pai era um pulha, e a mãe uma faraónica meretriz, logo, Wade só podia ser bandido. Esta justificação revela bem o ar do tempo das nossas sociedades, que vivem subjugadas por esta espécie de vulgata psicológica.
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Globalmente concordo com Henrique Raposo. Felizmente que ainda existem realizadores como Lynch, Van Sant, Scorsese, Cronenberg (entre vários outros) para não nos infantilizarem e nos tratarem como adultos que somos.
O objecto desta fabulosa experiência científica é o “3:10 to Yuma” (o original é de 1957, e foi realizado por Delmer Daves – um tarefeiro muito competente; fez um dos melhores filmes da dupla Bogart/Bacall, “Dark Passage”; o remake é de 2007, e foi realizado por James Mangold). A história gira em torno de dois homens, o bandido (Ben Wade – Glenn Ford/Russell Crowe) e o pai de família (Dan Evans – Van Heflin/Christian Bale). Como já perceberam, o encanto da história deriva da colocação de um homem normal (Evans) numa situação extraordinária. Reza a lenda que é aqui que nascem os heróis. Bom, não vou contar mais nada, para não ser desmancha prazeres. Vou apenas, como dizia há pouco, comparar a atmosfera de cada filme. E a diferença principal está na forma como se aborda o bandido, Ben Wade. O filme original não tenta explicar o comportamento do bandido, ou seja, não tenta explicar a origem do mal. O mesmo já não sucede no filme de 2007. Mangold tenta explicar o mal através dos traumas psicológicos: o pai era um pulha, e a mãe uma faraónica meretriz, logo, Wade só podia ser bandido. Esta justificação revela bem o ar do tempo das nossas sociedades, que vivem subjugadas por esta espécie de vulgata psicológica.
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Globalmente concordo com Henrique Raposo. Felizmente que ainda existem realizadores como Lynch, Van Sant, Scorsese, Cronenberg (entre vários outros) para não nos infantilizarem e nos tratarem como adultos que somos.
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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
Quem Quer Ser Bilionário ?
Foi o grande vencedor da noite, com 8 estatuetas (incluindo Melhor Filme e Realização: Danny Boyle). Nas actuações principais Oscares para Sean Penn (em Milk de Gus Van Sant), Kate Winslet (em O Leitor de Stephen Daldry), e nas actuações secundárias Oscares para Heath Ledger (em O Cavaleiro Negro de Christopher Nolan) e Penelope Cruz (em Vicky Cristina Barcelona de Woody Allen). o resto para conferir aqui
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segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
Filme - Last Days

Realizado em 2005 por Gus Van Sant foi dedicado á memoria de Kurt Cobain. Filme profundamente intimista, é uma filmagem do desespero. Uma fotografia magistral de Harris Savides, com alternancia entre os tons exuberantes e tons terrivelmente soturnos. A camara de Van Sant é contemplativa (longos planos estáticos, onde só na aparência nada acontece), com os seus planos a não terem nada de convencional. História quase sem diálogos (o primeiro "esboço" acontece quase com 20 minutos de filme), uma notável banda sonora. A história? Acompanhamos as últimas horas de Blake (Michael Pitt), um músico incapaz de lidar com a fama, cheio de fantasmas pessoais e completamente destruido enquanto ser humano. Trabalho invulgar e incatalogável, foi nomeado para a Palma de Ouro em Cannes, onde arrecadou o Technical Grand Prize.
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terça-feira, 29 de julho de 2008
Filme - No Trilho da Droga

Realizado em 1989 por Gus Van Sant, a partir de um livro de James Fogle, recebeu 10 prémios em 14 nomeações em festivais de cinema. Portland, Oregon 1971, acompanhamos a vida de Bob (Matt Dillon) o líder de um gang que assalta farmácias para sustentar o seu vício da droga, da sua mulher Dianne (Kelly Lynch), Rick (James Le Gros), a sua namorada Nadine (Heather Graham). Os movimentos de camara, os planos, a gestão dos espaços, nunca são convencionais, e é aqui que reside grande parte do segredo de Sant. Referência para James Remar no papel de um policia (Gentry), William S Burroughs (Padre Tom), a fotografia de Robert Yeoman, num filme fantástico (quem conseguir veja-o numa primeira abordagem sob o ponto de vista da história, e numa segunda abordagem sob o ponto de vista técnico).
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terça-feira, 1 de abril de 2008
Filme - Disposta a Tudo

Incursão de Gus Van Sant em 1995 pelo campo da comédia em tons negros. A partir de um livro de Joyce Maynard, encontramos aqui a história de Suzanne Stone (Nicole Kidman) uma mulher que tem um único objectivo: Ser uma estrela de televisão. Suzanne começa por apresentar o boletim meteorológico, o que não a satisfaz. Quando o seu marido Larry (Matt Dillon) lhe sugere uma paragem na carreira para ter filhos, Suzanne arranja um jovem amante, Jimmy (Joaquin Phoenix ) para matar o seu marido. Suzanne tem aí a sua primeira grande reportagem...Filme profundamente irónico, tem um final que é aquilo que na gíria se chama "a cereja no topo do bolo"...
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