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quinta-feira, 2 de dezembro de 2021

Filme - Vai Seguir-te

Não é Cronenberg quem quer quando se trata de abordar a extensão do mal via corpo, mas com origem e fim na mente, o facto é que este trabalho realizado em 2014 por David Robert Mitchell funciona muito bem tendo recolhido 25 prémios em 68 nomeações. Jay (Maika Monroe) dorme pela primeira vez com o seu namorado Hugh (Jake Weary), o qual lhe confessa que lhe passou "algo" que tinha apanhado numa relação anterior e que ela só se poderá livrar "daquilo" caso tenha sexo com outro homem, informando-a que ela será perseguida por uma coisa com forma humana e caso esta lhe toque ela morre. De imediato se sente perseguida e tenta apoio junto da sua irmã (Kelly - Lili Sepe) da amiga Yara (Olivia Luccardi), do ex-namorado Gregg (Daniel Zovatto) e Paul (Keir Gilchrist) o qual nunca escondeu que a ama, mas sem correspondência. Acaba por dormir com Gregg mas o problema não desaparece e perante a pressão de Paul dorme igualmente com ele por forma a tentar acabar com a maldição. Um argumento e uma câmara nada lineares são a chave maioritária do sucesso deste trabalho, assente num elenco tão jovem quanto competente, que custou 2 milhões de dolares e rendeu mais de 20 milhões, o qual acaba de forma (no mínimo) ambígua. 





terça-feira, 9 de fevereiro de 2021

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020

Meia Dúzia De Filmes A Ver Em Tempos De Covid 19

28 Dias Depois (Danny Boyle - 2002)

A Invasão Dos Violadores (Philip Kaufman - 1978)

Contágio (Steven Soderbergh - 2011)

O Planeta Dos Macacos: A Origem (Rupert Wyatt - 2011)

Os Parasitas Da Morte (David Cronenberg - 1975)

WWZ - Guerra Mundial (Marc Forster - 2013)

domingo, 16 de fevereiro de 2020

Filme - O Bosque De Blair Witch

Quem não gostou do original, dificilmente gostará deste trabalho de Adam Wingard realizado em 2016 (3 prémios em 10 nomeações), quem gostou seguramente que não dará o seu tempo por perdido, embora saiba ao que vai...Quando a sua irmã Heather (Heather Donahue) desapareceu em Burkittsville, James (James Allen McCune) tinha 4 anos. 20 anos depois assiste a um vídeo na Internet, o qual lhe dá a esperança de reencontrar a sua irmã. Junta 3 amigos (Lisa- Callie Hernandez, Ashley- Corbin Reid e Peter - Brandon Scott) para o ajudarem, e descobre que o vídeo foi encontrado por Lane (Wes Robinson) e Talia (Valorie Curry). Contactados os descobridores, os mesmos estão dispostos a indicar o local onde encontraram as filmagens, com uma condição (a qual os amigos aceitam): Juntarem-se na pesquisa. A filmagem é mais "refinada" (até temos um drone) fruto de um orçamento de 5 milhões, contra os cerca de 30 mil do filme original (verdade se diga que este filme facturou 45 milhões, contra os quase 250 milhões do outro), mas as várias "shaky cameras" cumprem exemplarmente o seu papel. Evidentemente que tudo "descamba" e existe outra "verdade": Metade do filme é "introdução" sendo a outra metade "adrenalina" pura e dura...Carpenter e Cronenberg "pairam" no ar? É para mim óbvio. "Reza" a história que as imagens foram descobertas a 15 de Maio de 2014...




sexta-feira, 4 de outubro de 2019

António Costa De Cabeça Perdida

Inadmissível, um PM não pode ter um comportamento destes. É um facto que o Dr Costa não estava de férias no dia do incêndio, mas pôs-se "ao fresco" em menos de nada, com Tancos e Pedrogão a "escaldar", com uma MAI a "arder em lume brando" (Constança Urbano de Sousa) e um Ministro da Defesa sem condições para o ser (Azeredo Lopes). Escrevi em vários posts que o Sr PM teve um comportamento lamentável nestes processos (e não retiro uma linha), tendo hoje colocado a cereja no topo do bolo (se os seguranças não se tivessem colocado à sua frente provavelmente teria batido no homem). Fora do conforto do seu gabinete mais uma vez o Sr PM demonstrou a sua fragilidade. Perdeu em 2015 por culpa própria, não terá maioria absoluta em 2019 por culpa própria.

P.S. - Recomendo-lhe este filme  

P.S. II - Algum comentário, ou foi uma encenação do CDS?

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

Música - The Shape Of Rage: A Suite For 12 Strings

Uma das primeiras  composições para bandas sonoras de Howard Shore (actualmente com 72 anos) e um dos primeiros filmes de David Cronenberg (actualmente com 75 anos) - Em 1979 (e já lá vão 40 anos) eram ambos bastante jovens? Claro que eram, mas a qualidade não se mede pela idade inscrita no Cartão do Cidadão...Cronenberg e Shore sempre foram geniais, espero que Deus (ou o Diabo) não os levem deste mundo nas próximas décadas...A música "bebe" no tema escrito por Bernard Herrmann para Psycho de Alfred Hitchcock? "Bebe" mas não vem daí nenhum mal ao mundo.

domingo, 16 de dezembro de 2018

Filme - Doomsday - Juizo Final

Onde é que já vimos este filme? Em muitos sítios e por vários realizadores - em registos muito diferentes - (Cronenberg, Boyle, Carpenter, Shyamalan, Soderbergh, Nolan, etc, etc), mas a abordagem é verdadeiramente surpreendente...Em 2008 um vírus espalha-se a uma velocidade alucinante pela Escócia, o que leva as autoridades do Reino Unido a isolar o país do resto do mundo. Em 2035 supostamente todos os escoceses estão mortos, mas tal não é verdade e por ordem do PM Hatcher (Alexander Siddig), a Major Sinclair (Rhona Mitra) é enviada para a Escócia numa missão que visa descobrir qual o segredo de algumas pessoas estarem ainda vivas numa altura em que o vírus está de regresso e a contagiar Londres: Sinclair vai perceber que embora a civilização escocesa tenha regredido para os tempos da Idade Média, a mesma está a funcionar sob as ordens ditatoriais de Kane (Malcolm McDowell), o qual tudo fará para manter o "status quo"… Repito que é um filme absolutamente surpreendente sobre um tema muito "batido" - Elenco  de um trabalho de Neil Marshall (2008)


terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Alhos E Bugalhos

A história que os adolescentes acedem facilmente a pornografia na net, que consomem filmes e livros que não são adequados está a fazer o seu caminho e que aquilo que se pretende fazer é uma caça às bruxas. Pois bem, Valter Hugo Mãe (VHM) não é tido nem achado no assunto, eu li Christiane F com 14 ou 15 anos, 1984 e A Laranja Mecânica mais ou menos na mesma altura e vi filmes como The Shinning, PsychoApocalypse Now e alguns Cronenbergs e Carpenters antes dos 18 anos, etc, etc, etc. Marcaram-me? Muito e seguramente que não me fizeram mal nenhum (antes pelo contrário), embora em adulto os tenha lido e visto de forma diferente e se voltar a eles terei outra perspectiva hoje e outra daqui a 20 anos. Uma coisa é ser-se "autodidacta" outra coisa é ter um plano definido pelo estado a custas do contribuinte, e isso faz toda a diferença, VHM pode (tal como eu) escrever sobre o que entender, resta saber é se o estado deve recomendar determinado tipo de literatura a determinado público e aí a minha resposta é não, embora nada tenha contra a leitura do que quer que seja por quem quer que seja, se um "puto" de 12 anos entender que deve ler a poesia erótica de Bocage ou "despachar" numa noite a discografia traduzida e anotada dos Carcass não me incomoda, o que me incomoda é o estado integrar a poesia erótica de Bocage e a discografia traduzida e anotada dos Carcass num plano nacional de leitura para "putos"...

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

A Geringonça Vai Aumentar O Preço Dos Transportes Públicos

Mas na verdade "Orwelliana" é amiga - Vá-se lá saber porquê lembrei-me do personagem Stillson...    

domingo, 18 de dezembro de 2016

Filme - Um Método Perigoso

Resultado de imagem para a dangerous methodAlguma crítica achou este filme de 2011 pouco "Cronenbergiano" algo que discordo em absoluto: O mal está lá e a origem é sempre a mesma: A mente, a qual o realizador canadiano mais uma vez "disseca" de forma sublime. Se muitas vezes David Cronenberg recorreu a misturas entre humanos e não humanos (A Mosca, Os Parasitas da Morte p.ex), humanos com características especiais (Scanners, A Ninhada p.ex), também temos vários trabalhos seus onde é "tudo humano" (Cosmopolis e Irmãos Inseparáveis, p.ex). Desta vez Freud e Jung entram "em jogo" num filme com correspondência com a realidade. 1904, Sabina (Keira Knightley) é uma mulher inteligente, filha de um homem bem sucedido e que pretende ser médica, mas que se encontra internada numa instituição psiquiátrica devido a um comportamento errático. A instituição é dirigida pelo Professor Bleuler (André Hennicke) sendo Jung (Michael Fassbender) o qual é casado com Emma (Sarah Gordon) o responsável por tratar Sabina: Rapidamente percebe que os maus tratos que o seu pai lhe infligiu desde a infância não só não lhe causam repulsa como a estimulam sexualmente. Jung vai ter sucesso adoptando um método defendido por Freud (Viggo Mortensen) o qual só irá conhecer em 1906. Freud sempre considerou que Jung poderia ser seu sucessor mas a relação entre os 2 (a qual nunca foi de amizade) foi-se degradando até cortarem relações em 1912 devido a divergências profissionais e ao facto de Jung ter mentido relativamente à sua relação com Sabina (foram amantes durante vários anos mas sempre numa base bastante doentia  - O final do filme é absolutamente sublime na forma como é (passe a redundância) finalizada de vez a relação entre os dois) . Referência para o Dr Gross (Vincent Cassel) um homem com uma visão muito peculiar do mundo. O filme tem como base um livro de John Kerr (1993) e a peça de teatro a que deu origem pela mão de Christopher Hampton (The Talking Cure (2002)). O filme recebeu 18 prémios em 45 nomeações

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Filme - Rabid

Resultado de imagem para rabidDavid Cronenberg (o qual completará 73 anos em Março), conta com quase 70 prémios em mais de 130 nomeações . O "mal" sempre foi o seu campo de eleição e este filme de 1977 (também conhecido por Coma Profundo) não é excepção. Rose (Marilyn Chambers) sofre um grave acidente de mota e é submetida a uma operação plástica na clinica do Dr Keloid (Howard Ryshpan). Inexplicavelmente Rose começa a ter um enorme apetite por sangue humano, e a pouco e pouco as suas vitimas vão-se contaminando umas às outras, deixando Montreal em estado de sítio, com a cidade "acorrentada" a um medo irracional . Alguns acham que este é um filme sobre vampiros numa versão muito peculiar, permitam-me discordar, é "apenas" mais um trabalho sobre a extensão do mal via corpo, mas com origem (e fim) na mente, filmado de modo exemplar, com um final profundamente sinistro, dado o seu total "anti-clímax". Elenco de um filme vencedor de 2 prémios

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Disco - Cosmopolis

Howard Shore dispensa apresentações: Completará 69 anos este ano, conta com 3 Oscares, 2 Globos de Ouro, 4 Grammy´s e cerca de 70 prémios em cerca de 150 nomeações. "Desenhou" a banda sonora deste filme de David Cronenberg, contando com a preciosa ajuda da banda canadiana Metric. Atrevo-me a dizer que é a banda sonora "no sítio certo, no momento certo"...

Filme - Cosmopolis

Poucos realizadores conseguem "refinar-se" como David Cronenberg (e é bom lembrar que a sua carreira caminha para o meio século de existência e o cineasta para os 72 anos de vida - A cumprir em Março de 2015) mesmo nunca renegando o "mal" como uma extensão do corpo a partir da mente. Neste trabalho (2012) o realizador canadiano não necessita de criaturas "estranhas" para desenvolver o referido "mal", mas ele anda lá (e de que maneira...). O ponto de partida é o livro de Don DeLillo (2003) num trabalho que conta com a produção do "nosso" Paulo Branco. Atrevo-me a dizer que três quartos do filme se passam dentro de uma limusine, a qual transporta Eric (Robert Pattinson), um executivo com o casamento com Elize (Sarah Gadon) à beira do fim, o qual pretende cortar o cabelo num dia complexo: O Presidente dos EUA encontra-se na cidade, assim como o cortejo fúnebre de um rapper famoso. Cronenberg "arranca" um filme absolutamente corrosivo e perturbador, assente em diálogos densos e pensamentos/situações nada lineares, com Eric a ser algo de inominável. Acreditem que assusta muito mais do que muitos filmes com "monstros"... Obra prima? Não duvidem. Elenco de um filme nomeado à Palma de Ouro em Cannes

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Contribuição 24


books_movies

Previous note: All the links are to my Portuguese Blog, so I understand that the majority of our readers aren´t experts in my native language, but if someone wants some kind of translation or help, I´ll be free to provide it.
Inspired by this great post, I decided to write a few lines about the subject.
Thousands of books have already been adapted into movies.
It is thought (although not 100% sure) that Trilby and Little Billee, directed in 1896 by George du Maurier was the first adaptation of a book (Trilby, published as a book in the previous year by Maurier) to cinema.
The author with most works adapted to films is William Shakespeare, being Romeo and Juliet (originally written between 1591 and 1595) the favourite one for directors  (the first adaptation occurred in 1901 by Georges Méliès).
Of course no book can be 100% transposed into a movie, just because we are dealing with different languages ​​(indeed some books are considered “impossible to film”, although this is a sort of urban myth: just think about (as an example) Naked Lunch by David Cronenberg from William S Burroughs book and Blindness  by Fernando Meirelles from the book of  Portuguese Nobel Prize Winner José Saramago).
We can resume adaptations in three basic categories: Those that are almost a copy of the book (eg the Bridges of Madison County  by Clint Eastwood from the book by Robert James Waller), those that have some similarities (eg Wild at Heart by David Lynch from the book by Barry Gifford) and those where the contact points with the book are few (eg Dracula by Francis Ford Coppola from the book by Bram Stocker).
I will not defend any of the solutions, because each case is unique. Some books gain as a movies (eg Fight Club by David Fincher based on the book written by Chuck Palahniuk), others lose (eg Dune  by David Lynch when compared  with the book of Frank Herbert), but every case is different, though hardly anyone can turn a bad book into a good movie, but the other way round is very easy.
The only certainty we have is that the film adaptations of books is something that will always exist, leading to the inevitable question: “Which is better, the book or the movie?,” something every movie lover and reader must judge for himself … 
Also published here, as well as here, and also on linkedIn (only for registered users)


Tradução livre (Livros vs Filmes)
 
Inspirado por este post, resolvi escrever algumas linhas sobre o assunto. Milhares de livros já foram adaptados ao cinema. Pensa-se (embora não seja 100% seguro) que Trilby and Little Billee, realizado em 1896 por George du Maurier tenha sido a primeira adaptação de um livro (Trilby, publicado em livro no ano anterior por Maurier) ao cinema. O autor com mais trabalhos seus adaptados ao cinema é William Shakespeare, sendo Romeu e Julieta (originalmente escrito entre 1591 e 1595) o livro mais adaptado (a primeira adaptação ocorreu em 1901 por Georges Méliès). Evidentemente que nenhum livro pode ser 100% transposto para o cinema, mais que não seja porque estamos a lidar com linguagens diferentes (aliás alguns livros são considerados como "infilmáveis", embora isso seja uma espécie de mito urbano: basta pensar (a título de exemplo) em Festim Nú de David Cronenberg a partir do livro de William S Burroughs  e Ensaio Sobre a Cegueira de Fernando Meirelles a partir do livro de José Saramago).  Podemos resumir as adaptações em 3 categorias base: Aquelas se são quase uma cópia do livro (por exemplo as Pontes de Madison County de Clint Eastwood a partir do livro de Robert James Waller), aquelas que apresentam algumas semelhanças (por exemplo Um Coração Selvagem de David Lynch a partir do livro de Barry Gifford)e aquelas em que os pontos de contacto com o livro são poucas (por exemplo Drácula de Francis Ford Coppola a partir do livro de Bram Stocker) . Não vou defender nenhuma das soluções, pois cada caso é um caso. Alguns livros ganham com a sua passagem ao cinema, (p.ex Clube de Combate de David Fincher a partir do livro de Chuck Palahniuk), outros perdem (p.ex Dune de David Lynch face ao livro de Frank Herbert), mas (como já disse) cada caso é um caso, embora dificilmente alguém consiga transformar um mau livro num bom filme, muitos conseguem o inverso. A única certeza que tenho é que adaptações de filmes ao cinema é algo que vai sempre existir, conduzindo à inevitável pergunta: "Qual é melhor, o livro ou o filme?", algo que cada cinéfilo e leitor julgará por si... 

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Dez Verdades Assustadoras Sobre Filmes De Terror

Giro, mas o maior "susto" é constatar que dos 11 filmes apresentados (Psycho, O Projecto Blair Witch, The Shining, O Exorcista, Scanners, Poltergeist, Frankenstein, The Ring, Veio Do Outro MundoPesadelo em Elm Street,  O Palhaço Assassino) o único que até agora escapou a este blogger foi "O Palhaço Assassino" (Frankenstein não foi visto mas foi lido). Para quem despreza o género  (muito diferente de não gostar) este grupo de filmes arrecadou 73 prémios em 146 nomeações, onde encontramos 2 Oscares em 17 nomeações. Deixo o site do Motelx (o qual decorreu entre 10 e 14 deste mês)

sábado, 19 de julho de 2014

Filme - Desperation

As histórias de Stephen King são como o mesmo, ou seja, absolutamente surreais. King conta com 66 primaveras, já escreveu cerca de 60 livros e mais de 150 histórias, com cerca de 4 dezenas já alvo de adaptação ou ao cinema, ou à televisão (Realizadores como Kubrick, Carpenter, Palma, Darabont, Romero, Cronenberg e outros não lhe resistiram). As suas vendas superam os 350 milhões de livros e prémios e nomeações são "aos magotes"...A partir de uma história de 1996, Mick Garris realizou este filme em 2006 com King como produtor e argumentista. As crianças/adolescentes como fonte do problema (e por vezes da solução) não são novidade na escrita de King. Uma estranha terra perdida no meio de lugar nenhum, onde o Xerife John Marinville (Tom Skerritt) utiliza qualquer pretexto ou para matar ou aprisionar quem se aproxima da mesma. David (Shane Haboucha) é um adolescente profundamente crente, o qual, acredita que existe algo "de outro mundo" por detrás do comportamento do Xerife e que ele David pode ser a solução para o problema...Garris não complica e deixa a história fluir no seu ritmo muito peculiar. O filme foi nomeado a 2 primetime Emmys: Direcção Artística e Mistura Sonora. Elenco

terça-feira, 8 de julho de 2014

Eye

O Brasil vs Alemanha de hoje "atira-nos" para universos muito peculiares, onde David Cronenberg poderia fazer de anfitrião (obrigado Agne pela partilha). Definitivamente a não perder por quem se encontre por Amsterdão (ou arredores)

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Disco - Videodrome

Banda sonora do filme de David Cronenberg, composta por Howard Shore, naquela que foi a 3ª colaboração (das 14 até hoje) entre os dois. A música aqui contida é ligeiramente diferente da apresentada no filme, dado que o disco foi sujeito a uma mistura para enfatizar alguns dos seus sons. Shore compôs a música para uma orquestra, antes de a programar  num sintetizador digital Synclavier II. O resultado obtido foi gravado em conjunto com uma pequena secção de cordas, resultando numa sonoridade tão fascinante quanto arrepiante, a qual se adapta na perfeição ao filme

Histórias Dos Oscares XXXI

Howard Shore, que fará 68 anos este ano, é um dos grandes fornecedores de bandas sonoras á 7ª arte (já compôs mais de 50), sendo o principal cliente David Cronenberg. Trabalhou igualmente com nomes como, p.ex, Peter Jackson, Martin Scorsese, Tim Burton, David Fincher e Joel Schumacher. Conta com cerca de 60 prémios, em quase 120 nomeações, onde se incluem 3 Oscares (em 4 nomeações), 3 Globos de Ouro (em 7 nomeações), 4 Grammy´s (em 8 nomeações). Curiosamente nunca ganhou um BAFTA, apesar de ter sido nomeado 6 vezes.

sábado, 15 de junho de 2013

Filme - A Origem

4 Oscares (Fotografia, Efeitos Visuais, Mistura Sonora e Montagem Sonora), 4 outras nomeações (Filme, Argumento Original, Direcção Artística e Banda Sonora), entre quase noventa prémios em quase duas centenas de nomeações. Escrito ao longo de 10 anos, foi realizado por Christopher Nolan em 2010. O sonho comanda a vida?. Na verdade quando estamos a sonhar não o sabemos, apenas nos apercebemos de tal quando acordamos, ou seja, o sonho é real enquanto dura. Cobb (Leonardo DiCaprio) é um "extractor", ou seja, um homem que entra nos sonhos dos outros para os moldar e roubar os seus segredos. Um dia é contratado por um industrial (Saito - Ken Watanabe) não para extrair, mas para inserir (Saito pretende que Cobb entre nos sonhos do herdeiro de um império financeiro - Robert Fisher (Cilian Murphy) para que este desmantele o império do seu pai), em troca vai poder regressar a casa e voltar a ver os seus filhos, algo que não acontece desde a morte da sua mulher (Mal - Marion Cottilard) da qual ele é suspeito. Para executar algo (aparentemente) nunca feito anteriormente vai contar com a sua equipe (Arthur - Joseph Gordon-Levitt, Eames - Tom Hardy, Yusuf - Dileep Rao e a "arquitecta" (a pessoa que constrói os cenários dos sonhos) Ariadne - Ellen Page). Tudo parece perfeito, mas a mente humana (mesmo em sonhos) é uma caixinha de surpresas, e quando os pesadelos da vida real entram nos sonhos...É um "blockbuster", mas igualmente um filme de autor, onde Nolan foi criticado por uns devido á excessiva rigidez da "mise en scéne", mas de que outra forma seria possível encaixar de forma milimétrica os sonhos dentro dos sonhos ?. É um filme cheio de pormenores e de alegorias (com um final o mais ambíguo possível) onde convém o espectador em momento algum se dispersar, pois arrisca-se a ficar perdido. Se Cronenberg filma a dicotomia mente/corpo como o principio e o fim do mal, Nolan filma as profundezas da mente, camada a camada. São estilos muito diferentes? Claro que sim  (e Cronenberg não é particular admirador de Nolan ), mas existem muitos pontos de contacto. Elenco de um filme genial.