domingo, 6 de março de 2011

Costumes Dos Antigos

Artigo de José Pacheco Pereira
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No seu livro sobre a biblioteca pessoal de Hitler, Timothy Ryback cita Walter Benjamin e a eterna pergunta que toda gente que tem bibliotecas a dar para o grande conhece: "Mas já leu estes livros todos?" De um modo geral, quem faz esta pergunta não é um grande leitor nem tem muita experiência de leitura, porque senão saberia de imediato que é absolutamente impossível ler todos os livros de qualquer biblioteca que tenha mais de 6000-7000 livros, na melhor e raríssima hipótese de se ser um leitor excepcional. Mas na pergunta há também uma ingenuidade que me é muito simpática: se não lê todos esses livros, para que é que os tem? E aí estamos noutro território, passamos da leitura para a bibliofilia. No seu conjunto, tudo costumes dos antigos.
O número de livros que se pode ler em vida é controverso e difícil de avaliar. Há livros e livros, uns maiores e outros mais pequenos, uns mais fáceis de ler e outros impossíveis de ler de forma recreativa, fluente, e que exigem uma leitura muito especial e naturalmente muito lenta. Algumas das maiores asneiras e demonstrações de ignorância que conheço são as afirmações presumidas sobre livros de que não se faz a mínima ideia o que são, muito menos lê-los.
Colecciono testemunhos de três asneiras, uma clássica, duas de pura ignorância. A clássica, chamemos-lhe assim, ocorre num romance "social" de Abel Botelho e diz respeito ao operário que tinha alimentado as chamas da sua "revolução", porque, numa noite de insónia, tinha lido o Capital de Karl Marx. Está-se mesmo a ver na mansarda esquálida, o jovem a ler sem sono à luz da vela ou do gás, o árido volume, presume-se que o primeiro, da complexa obra, que é o último texto que se pode considerar incendiário. Ainda dei o benefício de dúvida de que podia ser a edição resumida que Lafargue fez, mas mesmo assim não calha o livro com o "incêndio". O segundo exemplo foi uma aluna minha de Filosofia, num curso de adultos, que me jurou a pés juntos que, também na noite passada, tinha lido de uma assentada a Crítica da Razão Pura de Kant "inteirinha". Está visto que as noites devem ser particularmente excitantes para certos leitores, que lhes permitem ler de uma assentada várias centenas de páginas de um dos livros mais complexos da história da Filosofia. O livro então nem sequer existia em português e o seu fascínio intelectual só se apreende com uma leitura lenta, longa e quase de vida, e que implica o acesso ao vocabulário filosófico alemão, sem paralelo na sua capacidade conceptual. Chumbou, apesar da sua especialidade nocturna em Kant. O último exemplo foi a tentativa por alguns seguidores cheios de zelo, que queriam justificar uma referência de Passos Coelho a um livro que não existia, a "Fenomenologia do Ser" de Sartre, com uma confusão do leitor então muito jovem com o Ser e o Nada de Sartre, cujo subtítulo é Ensaio de Ontologia Fenomenológica. A mera ideia de que um adolescente, com "interrogações existenciais", teria lido o Ser e o Nada de Sartre, livro que os tais zelosos seguidores não faziam a mínima ideia do que fosse, ainda é mais ignorante do que a pobre aluna que tinha lido o Kant nocturno ou o operário inflamado por Karl Marx.
Voltemos aos livros que efectivamente se podem ler numa vida, deixando as imaginárias leituras para os seus cultores. Para uma biblioteca minimamente razoável, ou seja, acima dos 5000 volumes, e por isso feita por quem gosta de livros, tomo como válidos os números entre 2500 e 6000, no máximo, de livros lidos. 2500, já se trata de um muito bom leitor, 5000 um excelente leitor. Benjamin calculava o número em cerca de 10% de uma biblioteca de amador, e Churchill, numa reflexão sobre os livros que nunca teria tempo para ler, achava que tinha lido por volta de 5000, um número já muito elevado, dado que duvido que tivesse muito tempo para ler, por exemplo, nos anos da guerra.
O número razoável para um grande leitor anda à volta de 100 por ano, o que, em 60 anos úteis de leitura, dá à volta de 6000, mas, mesmo assim, parece-me já muito exagerado, porque ninguém mantém tanta regularidade de leitura. Tenho registo de ter lido na juventude quase um livro por dia, trinta por mês, mas olho com espanto para muitos desses títulos de que não me recordo absolutamente nada. "Alimentaram o monstro", mas desapareceram da memória útil. Mas lembro-me de muitos outros na mesma altura, os únicos que deveriam figurar na lista. Foi assim que li toda a colecção Argonauta até pelo menos ao número 100 e muita literatura americana, Steinbeck, Faulkner, Upton Sinclair, John dos Passos, Erskine Caldwell, todos os volumes da Ática do Pessoa e as traduções do Eliot, antes da sucessão de leituras, já noutra fase, das traduções de Quintela de Holderlin, Novalis e Rilke, e das obras de Thomas Mann. Continuei a ler muito, mas o ritmo baixou para o actual de cerca de um livro por semana, número estatístico, visto que leio dois ou três ao mesmo tempo durante várias semanas. Deixo de parte as "releituras", porque o são do mesmo livro, embora haja uma moda de "releituras", muito faladas em certas entrevistas por quem não lê quase nada - "estou a reler Eça", o livro que toda a gente se "lembra" de ter na mesinha de cabeceira - e são tão inventadas como o Kant, o Sartre e o Marx imaginários.
Na Internet, respondendo a esta mesma pergunta, há quem dê totais superiores de livros lidos, mas se eu quiser ler alguns livros infantis, até posso ler 20 por dia e fazer uma estatística absurda. No meu cálculo, os livros andam à volta de uma média de 200-250 páginas e são, na sua maioria, de leitura "narrativa", ou seja, fáceis de ler. As minhas excepções confirmam a regra, alguns dos livros que li mais recentemente chegaram às 1000 páginas, por exemplo sobre a guerra civil americana, ou a história "oficial" do MI5, e um ou outro cai na categoria do "difícil", como alguns ensaios de Teologia, mas é na base desse cálculo mais modesto que eu me coloco a mim mesmo perante o mesmo espelho de Churchill: calculo ler na vida à volta de 4000-5000 livros, e terei já lido, melhor ou pior, cerca de 3500.
Ou seja, ainda me sobram nas estantes muitos milhares para poder ler, mesmo no caso pouco provável de chegar à idade de Matusalém. Não é grande drama, pior seria deixar de ter livros para ler

Música - Salem, 1692: The Crucible Front Titles: Dancing In The Forest

George Fenton, banda sonora de The Crucible

Filme - As Bruxas De Salem

Realizado em 1996 por  Sir Nicholas Hytner a partir de uma peça teatral de Arthur Miller (1953), baseia-se num caso real. Ano de 1692, Abigail é uma das raparigas que, conjuntamente com as suas amigas se diverte com supostas "feitiçarias". Uma aparente brincadeira, vai acabar com o enforcamento de 20 pessoas acusadas de bruxaria, depois de condenadas pelo Juiz Thomas Danforth (Paul Scofield). Uma historia de bruxas? Definitivamente não, na verdade o que temos é uma historia de vingança, traição, hipocrisia e falta de valores promovida por Abigail Williams (Winona Rider) a qual apos se ter envolvido com o seu patrão John Proctor (Daniel Day Lewis), procura por qualquer meio afastar a esposa deste: Elizabeth (Joan Allen). Um filme notavel, bem demonstrativo da pior natureza humana e do fenomeno da "carneirada"...Recebeu 2 nomeações da Academia (Argumento Adaptado e Actriz Secundaria: Allen)

O Estado (Em Todo O Seu Esplendor) A Reduzir A Despesa Publica...

Aqui

Resumo Do GP De F1 No Barhein

Não Contem Comigo Para O Coro Das "Virgens Ofendidas"

Várias vozes têm criticado a postura deste (e de anteriores governos) relativamente à Libia. Sejamos claros: A diplomacia, acima de tudo, assenta na denominada "realpolitik" e se assim não fosse, apenas teriamos relações com os "amigalhaços". Os Estados não são diferentes do cidadão comum, e unicamente os liricos podem defender que profissionalmente e socialmente nos relacionemos apenas com quem gostamos...Portugal tem relações com gente pouco recomendável? Evidentemente, tal como qualquer outro estado e qualquer um de nós...Meter isto na "gaveta" tem um nome: Hipocrisia...

sábado, 5 de março de 2011

Pormenores

Karl Theodor Maria Nikolaus Johann Jacob Phillip Franz Joseph Sylvester Freiherr von und zu Guttenberg, era o Ministro Alemão da Defesa, sendo o politico mais popular do governo e candidato a suceder a Angela Merkel. Demitiu-se na passada terça feira por ter mentido...Qual foi a mentira? Ter omitido (e depois negado) que grande parte da sua tese de doutoramento assentava num plágio.Antes da demissão Karl Theodor zu Guttenberg já tinha renunciado ao titulo academico. Alguém imagina algo de semelhante por cá?...

Música - Main Titles

Danny Elfman, banda sonora de Planet Of The Apes, a qual foi nomeada ao respectivo Grammy

Filme - O Planeta Dos Macacos

Conforme promessa anterior, fica aqui a visualização da versão de Tim Burton em 2001. Globalmente a historia é a mesma, mas existem algumas "nuances": A mais evidente é a "humanização" dos macacos (todas as abordagens são humanas, seja qual for o tema), existe inclusive uma liga de protecção dos humanos (uma evidente analogia com a liga de protecção dos animais). Por outro lado existe uma "resistencia" humana contra o "status quo", patrocinada pela macaca Ari (Helen Bonham Carter) filha do senador Thade (Eric Roth). Leo Davidson (Mark Wahlbergh) é o o humano que "aterra" no planeta controlado pelos macacos, e o qual numa primeira fase nada vai perceber, para na fase final descobrir a surpreendente e chocante verdade...Burton realiza com a habitual destreza um filme que dividiu espectadores e critica.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Música - Pocket Knife

PJ Harvey, Uh Uhu Her (2004)

Música - The Glorious Land

PJ Harvey, Let England Shake (2011)

O BCE

Prepara-se para subir o preço do dinheiro já em Abril. Não sabemos em quantos "basis points", nem sabemos se será um "episódio isolado" (duvido). Num país em recessão, com o desemprego a crescer, com o acesso ao crédito cada vez mais dificultado, com o crédito mal parado em crescendo, com uma carga fiscal cada vez mais pesada, com reduções salariais na função publica, com um estado que se endivida a taxas proibitivas, ao mesmo tempo que tenta controlar o defice fundamentalmente pelo lado da receita, esta noticia é a "cereja no topo do bolo". Sabemos que o mandato do BCE assenta, apenas e só, na redução da inflação (mesmo quando (no caso presente) é  "importada"). Formalmente, o comportamento do BCE é correcto? Sim, o problema é que formalismos à parte, a decisão é mais um tremendo erro da equipe chefiada pelo Sr Trichet, a qual, todos vamos pagar de uma forma profundamente injusta e cruel.

Uvas e Petroleo

Fico fascinado quando oiço alguns senhores, com um ar superior, explicarem que o preço dos combustiveis não depende apenas do preço da matéria prima. Pois não, no entanto, este argumento apenas tinha sido usado para justificar descidas do preço dos combustiveis inferiores às descidas do preço do petroleo. Agora serve para explicar que estando o petroleo longe do seu preço máximo, os combustiveis continuem a bater recordes de preço. Um destes dias, a subida continuada do preço dos combustiveis, com o petroleo a descer sustentadamente, vai ser explicada com a adaptação da velha máxima que diz que se faz vinho de tudo, até de uvas...

quinta-feira, 3 de março de 2011

Música - My Death

David Bowie ao vivo em 1973 (a partir de La Mort de Jacques Brel, album de 1959 La Valse à Mille Temps)



My death waits like an old roué
so confident I'll go his way
whistle to him and the passing time...
My death waits like a bible truth
at the funeral of my youth
weep loud for that -
and the passing time...
My death waits like
a witch at night
as surely as our love is bright
let's not think about the passing time

But whatever lies behind the door
there is nothing much to do...
angel or devil, I don't care
for in front of that door...
there is you.

My death waits like a beggar blind
who sees the world through an unlit mind
throw him a dime
for the passing time...
My death waits there between your thighs
your cool fingers will close my eyes
lets think of that and the passing time
My death waits to allow my friends
a few good times before it ends
so let's drink to that and the passing time

But what ever lies behind the door,
there is nothing much to do
angel or devil I don't care
for in front of that door... there is you

My death waits there among the leaves
in magicians mysterious sleeves
rabbits and dogs and the passing time
my death waits there among the flowers
where the blackest shadow, blackest shadow cowers
let's pick lilacs for the passing time

My death waits there, in a double bed
sails of oblivion at my head
so pull up the sheets
against the passing time

But whatever lies behind the door
there is nothing much to do
angel or devil...i dont care
for in front of that door
there is... [audience shout, "Me"]

Thank you.

Música - Lady Grinning Soul

David Bowie, Aladdin Sane (1973)

Podem Fazer Os Desenhos Que Quizerem

Não existe nenhum motivo (racional) para os combustiveis custarem o que custam. O regulador deste mercado não o regula, resta saber o motivo (ou não sabe, ou não pode).

quarta-feira, 2 de março de 2011

Disco - Schindler´s List

Banda sonora do filme de Steven Spielberg, a qual foi composta por John Williams. Venceu o Oscar o BAFTA e o Grammy, foi nomeada aos Globos de Ouro. Um disco maduro, profundo, assente em orquestrações de enorme densidade, as quais se conjugam de forma irrepreensivel com o argumento do filme. Mais um daqueles casos em que banda sonora e filme foram feitos um para o outro...

Música - Stolen Memories

John Williams

Música - Yeroushalaim Chel Zahav

Tema escrito em 1967 por Naomi Shemer e aqui interpretado pelo The Ramat Gan Chamber Choir.

Música - Theme From Schindler´s List

John Williams. O violino foi tocado por Itzhak Perlman

"Entreguei O Poder Ao Povo E Voltei Para A Minha Tenda"

"Desde 1977, que eu e os militares [responsáveis pela revolução de 1969] entregámos o poder ao povo", disse Kadhafi na comemoração do 34º aniversário da entrega do "poder ao povo".
Perante dezenas de pessoas, presentes na cerimónia, Kadhafi disse que a Líbia "não precisa de presidentes nem reis" e descreveu-se como uma "mera referência, um símbolo".
"Entreguei o poder ao povo e voltei para a minha tenda", afirmou o líder líbio, desafiando "quem quiser" a provar que é ele que exerce o poder na Líbia.
E deixou uma ameaça: "Milhares de líbios irão morrer caso exista uma intervenção dos Estados Unidos ou da NATO" na Líbia.
Ao 16º dia de revolta nas principais cidades líbias, Muamar Kadhafi distancia-se da posição de alvo de todos os protestos: "Ouvi os noticiários mencionarem o meu nome directamente. Ri-me. O que é que isso tem a ver comigo? Eu liderei uma revolução e depois saí. Agora o poder e a autoridade estão nas mãos do povo".
Kadhafi afirmou ainda que não aconteceram manifestações e pediu mesmo à ONU para enviar uma "missão de verificação" ao país.
Ao mesmo tempo que nega os protestos, o líder líbio volta a acusar a Al- Qaeda de ser responsável pelos disúrbios no país e deixou um aviso: "Combateremos até o último homem e a última mulher", afirmou. (Noticia do Sapo).
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O conteudo do discurso fala por si...Os mais distraidos que abram os olhos: Neste cantinho (plantado à beira mar), o que não falta são defensores de modelos de "democracia directa"...

Filme - A Lista De Schindler

7 Oscares (Realização, Filme, Direcção Artistica, Fotografia - Janusz Kaminski, Montagem, Banda Sonora - John Williams e Argumento Adaptado) e 5 outras nomeações (Actor Principal: Liam Neeson - como Oskar Schindler, Actor Secundario: Ralph Fiennes - como Amon Goeth, o cruel chefe do campo de Plaszow) , Guarda Roupa, Caracterização e Som) para um total de mais de 80 prémios em mais de 100 nomeações. Realizado em 1993 por Steven Spielberg a partir de um livro de Thomas Keneally (1982, o qual ganhou o Booker Prize), o qual retrata o papel de Oskar Schindler (Neeson) durante a 2ª Guerra. Filme "de dificil digestão" é o retrato de uma parcela (vergonhosa) da nossa historia, na qual, Schindler acaba por ser um "heroi improvável". Destaque para o papel de Ben Kinsley (Itzhak Stern) e para a espantosa fotografia a preto e branco de Kaminski (excepção ao prologo, ao epilogo e a dois momentos do filme)

Errado Dra Ana Gomes

A Eurodeputada afimou não  ter "dúvidas nenhumas de que este ataque feito a Portugal está muito relacionado com o preconceito que os Alemães têm em relação ao nosso país e aos países do sul". A tese é velha: A culpa nunca é nossa, é sempre dos outros...Dra Ana Gomes, no lugar da Sra Merkel o que faria?

terça-feira, 1 de março de 2011

Filme - O Laço Branco

Realizado em 2009 por Michael Haneke teve 2 nomeações aos Oscares (Melhor Filme Em Lingua Estrangeira e Fotografia: Christian Berger), venceu a Palma de Ouro em Cannes, o Globo de Ouro na respectiva categoria, venceu no European Film Awards as categorias de Melhor Filme, Realização e Argumento, entre muitos outros prémios e nomeações. A historia (a qual decorre entre Junho de 1913 e Agosto de 1914) é-nos narrada muitos anos depois, pelo na altura professor da escola de Eichwald (Christian Friedel). Numa pequena comunidade extremamente fechada e conservadora, um conjunto de acontecimentos estranhos e bizarros, os quais chocam pela sua subtileza e brutalidade e que a pouco e pouco, nos vão desvendando a natureza humana no seu pior, crianças (mais de 700 foram alvo de casting) incluidas. Haneke apresenta um argumento cuja complexidade vai crescendo ao longo das mais de 2 horas do filme, assente numa direcção  artistica primorosa e numa poderosa fotografia a preto e branco. Fica tudo esclarecido? Nem por sombras, o que fica é tudo subentendido, e Haneke nesse campo é genial...Para quem quizer saber mais

Para Quando Um Modelo Econometrico Para O Bom Senso ?

O Sr Presidente da AdC (em entrevista à RTP N) referiu ainda que a diferente velocidade de ajuste (quando o petroleo sobe (desce), a subida (descida) de preços é mais rapida (lenta)) pode ser explicada por modelos econometricos. Mesmo acreditando que tudo isto é verdade, e que o mercado de combustiveis em Portugal é um exemplo para a humanidade de boas práticas concorrenciais, não posso deixar de colocar uma questão: Olhando para outras empresas, noutros sectores de actividade e também  sujeitas a concorrencia, assistimos a um comportamento completamente diferente (Grandes superficies, operadores de (tele)comunicações, banca, seguros, e podia ficar aqui o resto do dia...), comportamento esse, assente na tentativa de angariar clientes, atraves de inumeras estratégias, cuja principal é o preço. No mercado de combustiveis o que é que se passa? Todos estão contentes e felizes, e todos e cada um, faz exactamente o mesmo que o vizinho, na mesma hora e na mesma proporção...Será isto normal ?