terça-feira, 6 de abril de 2010

Disco - Red Dragon Soundtrack


Danny Elfman (33 prémios em 73 nomeações - nenhum Oscar em 4 nomeações e um Emmy em 10 nomeações) assina uma banda sonora poderosa, a qual captura na perfeição o espirito do filme, a qual (tal como o filme), passou (estranhamente) ao lado dos prémios. A ouvir (e sentir) sem reservas.

Filme - Dragão Vermelho


Realizado em 2002 por Brett Ratner, é temporalmente anterior ao "Silêncio dos Inocentes". Will Graham (Edward Norton) é um agente do FBI que por pouco não é morto pelo Dr Hannibal Lecter (Sir Anthony Hopkins). Já com este preso, e por sugestão do seu chefe, Jack Crawford (Harvey Keitel), Graham vai recorrer á sua ajuda para capturar Francis Dolarhyde (Ralph Fiennes) um serial killer, o problema é que a ajuda vai implicar um alto custo para a sua esposa Molly Graham (Mary Louise Parker) e para os seus filhos...Baseado no livro de Thomas Harris é um thriller psicológico poderoso, o qual estranhamente passou ao lado de grandes prémios. Referência para as presenças de Emily Watson como Reba McLane e Philip Seymour Hoffman como Freddy Lounds

Citando

John Dryden, "There are only two truly infinite things, the universe and stupidity. And I am unsure about the universe".

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Continua A Não Tresandar

Mas cheira um pouco mais a Título...

Música - House Of The Rising Sun

Regressa a este blog, nas versões de Sinéad O´Connor (1994), Leadbelly (1948), Duran Duran (2006) e Tori Amos (2001)









And it's been the ruin of many a poor boy
And God I know I'm one

My mother was a tailor
She sewed my new bluejeans
My father was a gamblin' man
Down in New Orleans

Now the only thing a gambler needs
Is a suitcase and trunk
And the only time he's satisfied
Is when he's on a drunk

Oh mother tell your children
Not to do what I have done
Spend your lives in sin and misery
In the House of the Rising Sun

Well, I got one foot on the platform
The other foot on the train
I'm goin' back to New Orleans
To wear that ball and chain

Well, there is a house in New Orleans
They call the Rising Sun
And it's been the ruin of many a poor boy
And God I know I'm one

Já Conhecemos A História de Ginjeira...

Para os defensores de A, todas as histórias que envolvem A são mentira, ao mesmo tempo que todas as histórias que envolvem B são verdade. Para os não defensores de A, todas as histórias que envolvem A são verdade, ao mesmo tempo que todas as histórias que envolvem B são mentira. Quem quizer pode levar o exercício até á exaustão substituindo A e B por nomes, partidos, organizações...

O Pão Vai-se Complicando, Agora o Circo...



Uma coisa para compensar a outra. Mas disto, há aos quilos...

domingo, 4 de abril de 2010

Cheese Shop

Monty Phyton´s em 1972 - Tudo (ou nada...) sobre queijos. Excelente

Música - Perfect

Smashing Pumpkins, album Adore

Música - Beautiful

Smashing Pumpkins, album Mellon Collie And The Infinite Sadness

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Disco - Let There Be Rock


1. Uma daquelas bandas odiadas pela generalidade da crítica e desprezada pela intelectualidade, catalogando-os (redutoramente) como uma banda de Heavy Metal (ouvidos "duros", digo eu...). 2. 37 anos de carreira. 3. Duas fases: Até á morte de Bon Scott(1980) e até á actualidade (Com Brian Johnson na voz). 4. Angus Young é um guitarrista de excepção. 5. 7 nomeações aos Grammy´s com um trofeu (Best Hard Rock Performance, já em 2010). 6. Back In Black (1980) é o 2º disco mais vendido de sempre (49 milhões de exemplares) 7. Este é o disco de 1977 (o 4ª de uma discografia que conta até hoje com 17 albuns de originais). 8. Há quem o considere o melhor da banda (não eu, Power Age é para mim o melhor...). 9. Goste-se (ou não) os Australianos há muito que conquistaram o seu "lugar ao sol"... 10. O que eu penso deste disco? Maravilhas...

Música - Let There Be Rock

AC DC ao vivo em 1978 e 2000



Música - Overdose

AC DC, um original de Let There Be Rock de 1977

Música - Whole Lotta Rosie

AC DC ao vivo em 2003 e 1978, um original de Let There Be Rock de 1977



Filme - A Fantástica Aventura do Barão Munchausen



Terry Gilliam (nascido Terrence Vance Gilliam) foi um dos fundadores dos Monthy Phyton, sendo por muitos criticos considerado um realizador "excessivo" . Este é o seu trabalho de 1988, o qual teve 4 nomeações aos Oscares: Direcção Artistica, Caracterização, Guarda Roupa e Efeitos Especiais. John Idle faz de Barão, um personagem que possivelmente é o maior mentiroso de todos os tempos...Uma história completamente alucinada, assente naquilo que é a imagem de marca do realizador: Uma estrutura gráfica absolutamente única e uma estrutura narrativa o mais anti-convencional possível. A ver com (total) espirito aberto...

Outra Vez ? II

Agora temos o regresso do "caso dos submarinos". Quando não são os submarinos, é o Freeport, ou "A Face Oculta", ou qualquer um dos muitos casos que se arrastam anos a fio, sem ninguém objectivamente perceber nada. Se existem culpados, que os mesmos sejam punidos (sejam eles quem forem), se não se passa nada, então ( e a bem de todos) convém não perder mais tempo a atirar lama e a manchar o nome das pessoas. Prolongar estas histórias "ad eternum" parece-me profundamente lamentável, e pouco digno de um estado de direito.

Outra Vez ?

Mais uma tentativa de golpe de estado na Guiné-Bissau...Chamem-me os nomes que quizerem, mas certos países não podem ser deixados á sua sorte. As tentativas de tomar o poder pela força são umas atrás das outras. Alguém acredita na viabilidade de um país assim?

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Música - Asleep

Smiths, originalmente foi o lado b de The Boy With The Thorn in His Side (1985), tendo sido recuperado para a colectanea The World Won´t Listen (1987)


Filme - M Butterfly


Realizado em 1983 a partir de um argumento de David Henry Hwang (baseado em factos reais), mostra-nos David Cronenberg num registo não tão longe do seu habitat natural como pode parecer á primeira vista. O mal, com a mente e o corpo como seus veículos estão lá, só que de uma forma 100% terrena, e talvez por isso muito mais perturbador. A forma como o relizador canadiado conta o amor impossível (com inicio em Pequim no ano de 1964) entre o vice-consul francês René Gallimard (Jeremy Irons) e a "cantora" de Opera Song Liling (John Lone) é de génio, não há um plano fútil, não há uma "gordura" extra, e Irons é sublime. Referencia para a banda sonora de Howard Shore e a fotografia de Peter Suschitzky

Viver Mais, Trabalhando Menos: E Quem Paga ?

Artigo de Miguel Sousa Tavares
.
No dia 10 de Março, o primeiro-ministro grego, George Papandreou, assinava um artigo no "New York Times" onde apelava aos países desenvolvidos para porem de pé "uma nova arquitectura financeira" cujo impacto fosse comparável ao dos acordos de Bretton Woods. Tendo tomado posse em Outubro, Papandreou foi encontrar um país acossado por um défice de 12,7% do PIB e uma dívida pública de 120% - o resultado de décadas de laxismo, esbanjamento de dinheiros europeus e até, como agora se descobriu, de batota nas contas públicas. Não teve outro remédio que não fosse adoptar a correr medidas draconianas (o termo é bem apropriado...), entre as quais a cativação do 13º mês (onde é que já vimos isto?).
Para maior azar de Papandreou, no dia seguinte, o mesmo jornal trazia uma reportagem sobre a contestação de rua, em Atenas, às suas medidas, onde se registava a opinião de uma jovem de 26 anos, declarando que, em caso algum, aceitaria que prolongassem a sua idade de reforma, prevista para os 50. Porque, explicava ela, a sua profissão estava considerada por lei como de "desgaste rápido", o que lhe conferia também direito a uma reforma rápida. E qual era a profissão dela? Cabeleireira. É uma das 280 profissões ou trabalhos a que a lei grega reconheceu o estatuto de 'desgaste rápido', em consequência de sucessivas cedências às reivindicações sindicais.
Nessa mesma semana, Papandreou esteve em Berlim, onde ouviu da chancelerina Merkel o que não queria. Há quem diga que a Alemanha poderia fazer mais, não só pela Grécia e pelos restantes PIGS mas também pela retoma em toda a zona euro: bastaria que se deixasse de tantas poupanças e abrisse as suas fronteiras um pouco mais às importações. Os alemães serão assim culpados de pouparem enquanto os outros gastam, de se preocuparem demasiado com as boas e velhas regras de disciplina financeira que herdaram dos gloriosos tempos do marco - e que não pretendem sacrificar para defender o euro, enfraquecido pelos maus hábitos de povos e governos como o grego. Com certeza que a crise está longe de estar ultrapassada e exige uma reflexão e uma correcção de rumo que ainda não foi feita - a crise representou a morte inadiável deste capitalismo, à escala global. Mas o que agora se discute é a sobrevivência do Estado social - que já estava ameaçado antes da crise e está mais ainda depois dela, com as economias descapitalizadas e os Estados endividados.
Por diversas razões, que agora não vêm ao caso, eu acho que, aqui, como no resto, a Europa nunca tem sido justa com a Alemanha e nunca reconheceu suficientemente o esforço que a Alemanha tem feito em defesa da Europa e na manutenção de pontes entre o Leste e o Oeste, entre o Mediterrâneo (incluindo a Turquia) e o Norte. Talvez se perceba isso melhor quando se vê uma imigrante turca de Berlim (onde 20% dos habitantes são imigrantes) atirar para o chão, displicentemente, o embrulho do cachorro acabado de comprar. Numa cidade estimada pelos seus habitantes, limpa e onde tudo funciona, que custou milhões aos pagadores de impostos para se unificar e reconstruir depois do Muro, o gesto é uma ofensa que dá que pensar.
Nessa semana, por coincidência, eu também estava em Berlim e percebi bem por que razão 90% dos alemães não querem ajudar a Grécia a sair do buraco onde se enfiou e chegam até à ironia de perguntar se, em alternativa, os gregos não quererão antes vender algumas ilhas. Como me explicou um alemão, "Papandreou representa um país onde toda a gente tem direito a 13º e 14º mês e onde a idade de reforma nunca vai além dos 60 anos. E vem-nos pedir dinheiro a nós, esquecendo-se que aqui não há direito legal a 13º e 14º mês e a idade de reforma já vai nos 67 anos".
Esta semana, vi na televisão imagens das manifestações em França contra as medidas de austeridade do Governo Sarkozy - também ele com défices excessivos e repetidos. Um manifestante, fora de si, explicava o que o movia: "Ele quer que eu trabalhe até aos 60 anos, mas eu não aceito. Não aceito!" Nunca, explicava o "L'Express" há uns tempos, houve duas gerações de reformados tão privilegiadas como as duas gerações de franceses que se reformaram desde o boom dos anos cinquenta. Mas, há 50 anos, a esperança de vida era de 60 anos para os homens e 62 para as mulheres e hoje vai em 75 e 83 (em Portugal). A nova geração de franceses e não só, os herdeiros privilegiados do Estado social europeu, querem o mesmo que viram os seus pais e avós terem: anos despreocupados, a viajar pelo mundo em cruzeiros e a alugar casas de férias no Algarve ou na Tunísia, com o dinheiro da reforma. A diferença é que dantes o Estado sustentava-os assim durante cinco a dez anos e hoje tem de os sustentar 15 a 20. E amanhã terá de os sustentar 20 a 30 anos e cada vez com mais despesas de saúde. É verdade que há mais dinheiro, mas não chega: está escrito que uma progressão aritmética jamais conseguirá acompanhar uma progressão geométrica. E essa é uma das principais razões pelas quais os Estados se endividam.
Em Portugal, desde a reforma (a primeira a sério!) do regime financeiro da Segurança Social, levada a cabo há três anos, multiplicaram-se os pedidos de reforma antecipada entre os servidores públicos. Dizem-nos que já faltam médicos e professores e que muitos outros serviços públicos estão desfalcados, porque as pessoas preferem perder parte da pensão com a reforma antecipada a terem de enfrentar o factor de sustentabilidade introduzido no cálculo das pensões e a extensão progressiva da idade da reforma até aos 65 anos. Conheço várias pessoas, na casa dos 50 anos, que estão reformadas e aparentemente tranquilas, imaginando-se a salvo. Não tenho isso por garantido: por cada um que deixou de trabalhar antes dos 60, há outro que continua a trabalhar depois disso e bem mais - ou o primeiro não podia estar reformado. Mas se o segundo resolver reformar-se aos 65 anos, por exemplo, terá de haver um terceiro que continue a trabalhar até aos 68, para ajudar a pagar as reformas dos outros dois. E assim sucessivamente, numa equação em que cada vez há menos gente a trabalhar para sustentar mais inactivos, até que o sistema comece a entrar em ruptura. Antes disso, e não encontrando condições políticas para impor a subida gradual da idade da reforma, restam aos Estados duas alternativas: ou aumentar mais ainda os impostos dos activos ou endividar-se para pagar a factura. São essas duas coisas que temos vindo a fazer progressivamente. Com a agravante de ter de sustentar também um exército de desempregados que a fraca produtividade da nossa economia não absorve e do custo cada vez maior de um serviço público de saúde universal, tendencialmente gratuito e absolutamente auto-insustentável. E isto, claro, para não falar no despesismo irresponsável do Estado e no esbanjamento de dinheiros públicos em projectos para além da nossa capacidade e até, por vezes, da nossa necessidade, com o objectivo confesso de apoiar uma "iniciativa privada" que não sobrevive sem apoio público. Mas isso, apesar de tudo e face à 'factura social', é a parte menor dos nossos défices e da nossa dívida.
Este é o nosso problema de fundo, que este PEC não resolve nem resolverá nunca, enquanto o próprio problema e a sua dimensão não forem entendidos por todos. Há milhares de pessoas desesperadas por um emprego, um qualquer, que não encontram; há ainda uns milhares que não fogem ao fisco, não metem falsas 'baixas' e não se queixam de ter que trabalhar; e há uns milhares que já entenderam que, muito provavelmente, irão ter zero de reforma, quando lá chegarem. Porque a vida é assim mesmo, não se pode ter tudo eternamente: deixar de trabalhar aos 60 e viver até aos 80, sustentado pelo dinheiro dos outros. Mas, ao lado destes, há uns milhões que não querem entender nem saber de números e que acreditam que nada de essencial mudou e que o Estado tem de garantir tudo o que lhes garante a épica Constituição escrita há 34 anos. E que, em última análise, não querem saber de dívida, nem de défice, nem de outras considerações 'economicistas'. Porque, acreditam eles, se for preciso, não se paga a dívida. E quem paga, então? Talvez a Alemanha.

Grécia E Alemanha

Tenho lido muito sobre a crise grega e também muito sobre o suposto dever da Alemanha. Sejamos claros: A situação grega é quase na integra da sua total (ir)responsabilidade. A Alemanha é o gigante que é, mas quase na integra por mérito próprio (a fusão entre as 2 Alemanhas, da forma como foi conduzida, só teria sido possível num país: Na Alemanha...). Se a Alemanha deve ajudar? Deve (tal como os outros), não exijam é que faça de papel higiénico...