terça-feira, 6 de maio de 2008

Música - Humpty Dumpty

Aimee Mann ao vivo, um original de Lost in Space de 2002.

Música - Coming Home

Album de 2008 Watershed, k.d. Lang

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Filme - O Efeito Borboleta






Realizado a meias por Eric Bress e J Mackye Gruber em 2004. Evan Treborn (John Patrick Amedori em adolescente e Ashton Kutsher enquanto estudante universitário) não é normal. Criado pela mãe (Melora Walters) dado que o pai se encontra internado com problemas mentais, tem frequentes bloqueios de memória em situações tensas. Mais tarde e já enquanto estudante, descobre a possibilidade de viajar mentalmente no tempo, e reviver esses bloqueios, por forma a alterar o passado, o problema é que mexer no passado não implica um melhor presente, antes pelo contrário...Com um argumento surpreendente (cheio de surpresas e reviravoltas) joga muito no trabalho da camara. Alguém o definiu como sendo um filme "óptimo com maus momentos, ou em alternativa, um filme mau com óptimos momentos", pessoalmente acho-o particularmente invulgar.

Livro - Mortos ou Coisa Melhor

A Espanhola Violeta Hernando escreveu em 1995 aos 13 anos este surpreendente livro, surpreendente pela postura desencantada, onde retrata um mundo sem saída, onde tudo é negro. A autora escreveu "Esta sociedade dá aos jovens 3 saídas: Droga, Suicídio ou Submissão. Eu quero ser Cantora de Rock"...Livro assente em Capitulos curtos, secos, com várias referências musicais pelo meio (Lou Reed, Jimi Hendrix, Nirvana, Doors, Nick Cave, Björk entre outros), de uma crueldade e desespero quase irreais.

Lapidar

"Quando uma ideologia de perfeição promete o que nunca cumpre, a única certeza que fica é uma montanha de cadáveres" João Pereira Coutinho

domingo, 4 de maio de 2008

Música - Following

The Bangles, album de 1986, Different Light.

Música - Head Hang Low

Julian Cope, album de 1984 World Shut your Mouth.

Filme - S1m0ne




Realizado em 2002 pelo Neo-Zelandês Andrew Niccol é uma mordaz crítica a Hollywood, ao jornalismo "cor de rosa" e não só, á critica, ao público e a todo o mundo do cinema. Viktor Taransky (Al Pacino) é um realizador de cinema que já teve melhores dias, que se vê desempregado, quando não está para aturar os caprichos de uma estrela. Quando tudo parece perdido, recebe em herança um programa informático que lhe permite criar uma estrela virtual. A partir daqui S1m0ne vai ter vida própria, os jornais vão criar n histórias sobre alguém que não existe, acabando por ganhar o Oscar para melhor actriz, ser eleita personalidade do ano. O próprio Taransky vai acabar por ser preso por alegadamente ter assassinado a sua actriz...Filme muito mais interessante e sério do que o seu aparente registo "light" pode dar a entender.

sábado, 3 de maio de 2008

Música - Silencio

Outra da Banda Sonora de Mulholland Drive, a cargo de Angelo Badalamenti e David Lynch, com interpretação da Filarmónica da Cidade de Praga

Música - Mulholland Drive

Tema Principal do filme Mulholland Drive, composto por Angelo Badalamenti e tocado pela Filarmónica da Cidade de Praga

Música - Llorando

Rebekah del Rio, Banda sonora de Mulholland Drive

Filme - Mulholland Drive


Valeu a David Lynch a sua segunda nomeação para Melhor Realizador em 2002, para além do prémio em Cannes. É um filme espantoso, o qual ao contrário do que muitos criticos afirmaram, é perfeitamente compreensível (precisa é de ser visto com "olhos de ver"). Existe a história real de Diane (Naomi Watts) e Camille (Laura Harring), que não é mais do que uma história de amor entre duas mulheres, que acaba mal, e existe o sonho de Diane que a transforma em Betty, uma jovem com aspirações a ser actriz (tal como a "verdadeira" Diane) , e onde Camille se transforma em Rita, alguém que não se lembra de nada após um acidente de automóvel. As várias "transfigurações" de personagens ao longo do filme, derivam da mistura entre aquilo que é a realidade (A história trágica de Diane e Camille) e aquilo que é o sonho de Diane (a história "quase cor de rosa" entre Betty e Rita). Um filme assombroso, com excelentes interpretações de Watts e Harring nos seus duplos papéis e uma Banda Sonora do melhor que Angelo Badalamenti compôs.

Poema - Tu

Uns ouvem vozes na cabeça
Outros sentem o mal dentro de si
Alguns esperam que o alcool esqueça
Por eles a sua vidinha miserável
Muitos correm atrás de uma qualquer fé
Poucos acham tudo adorável
Imensos rastejam e em sonhos
Imaginam estar de pé
Quantos fecham os olhos
Para melhor ver ?
Todos querem mas poucos podem
e quanto a ti
Onde ficas ?

Escrito em Abril de 2008

A Culpa é dos Americanos...

Em geral e de Bush em Particular. Para alguns conhecidos meus (e até amigos), o raciocinio é simples: Há crise no mercado energético? A culpa é dos Americanos. Há crise no mercado alimentar? A culpa é dos Americanos. Cuba e Venezuela são quase o paraíso na terra, e o quase é culpa dos Americanos. Só ainda não percebi se quando o seu clube de futebol perde, se a culpa é do treinador, do árbitro ou dos Americanos...

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Filme - De Olhos Bem Fechados


Marcou (em grande) a despedida do realizador Stanley Kubrick em 1999, a partir de um livro do Austriaco Arthur Schnitzler. Bill (Tom Cruise) e Alice (Nicole Kidman) são um casal que aparenta felicidade, mas que na realidade se encontra em profunda crise, tendo ambos enormes sentimentos recalcados. Kubrick constroi um filme de uma complexidade extrema, de um perfeccionismo levado ás últimas consequências (a montagem do filme levou 3 anos, e Kubrick veio a falecer ainda antes da estreia do mesmo). Muito se falou das cenas sexualmente explicitas, concretamente do bacanal no baile de máscaras, que na minha opinião é o completo anti-erotismo (o comportamento dos personagens raia uma qualquer celebração de uma seita apocalíptica...). Kubrick ficará para sempre como um dos nomes cimeiros da Cinematografia.

Livro - O Manto do Rei

Engenheiro e Professor Universitário, Francisco Corrêa Guedes, publicou este trabalho em 1991. Trata-se de uma enorme viagem pelo mundo da Política e da Economia ao longo do tempo, escrito de uma forma muito "pão, pão, queijo, queijo", onde o autor não esconde os "seus meninos queridos" e os seus "ódios de estimação". Uma abordagem muito curiosa deste mundo.

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Música - The Killing Moon

Versão ao vivo em 2006, para este clássico de 1984 de Ocean Rain.



Under blue moon I saw you
So soon you'll take me
Up in your arms
Too late to beg you or cancel it
Though I know it must be the killing time
Unwillingly mine


Fate
Up against your will
Through the thick and thin
He will wait until
You give yourself to him


In starlit nights I saw you
So cruelly you kissed me
Your lips a magic world
Your sky all hung with jewels
The killing moon
Will come too soon


Fate
Up against your will
Through the thick and thin
He will wait until
You give yourself to him


Under blue moon I saw you
So soon you'll take me
Up in your arms
Too late to beg you or cancel it
Though I know it must be the killing time
Unwillingly mine


Fate
Up against your will
Through the thick and thin
He will wait until
You give yourself to him


Fate
Up against your will
Through the thick and thin
He will wait until
You give yourself to him
You give yourself to him


La la la la la...


Fate
Up against your will
Through the thick and thin
He will wait until
You give yourself to him


La la la la la...


Fate
Up against your will
Through the thick and thin
He will wait until
You give yourself to him


Fate
Up against your will
Through the thick and thin
He will wait until
You give yourself to him


La la la la la...

Música - Seven Seas

Outra de Ocean Rain

Música - Ocean Rain

Versão ao vivo para o titulo tema do album dos Echo & The Bunnymen

Disco - Ocean Rain


Trabalho de 1984 para os Echo & The Bunnymen. O líder da banda, Ian McCulloch, considerou-o o melhor album de sempre...Pessoalmente não sei qual é o melhor album de sempre, mas este é seguramente um dos grandes trabalhos da década de 80, o qual mantém ainda hoje toda a sua "aura". Construção sonora irrepreensivel, poemas de uma enorme qualidade e a "voz" de McCulloch. Muito Bom.

Filme - Lost In Translation - O Amor é um Lugar Estranho


Realizado em 2003 por Sofia Coppola, veio confirmar aquilo que o seu filme de estreia deixava antever: Uma Senhora Realizadora, que não vive á custa do apelido do seu pai. Bob Harris (Bill Murray) é um actor cinquentão que se encontra em Tóquio para gravar um anúncio de um Whiskey, ao mesmo tempo que Charlotte (Scarlett Johansson) uma jovem de 20 e poucos anos, que "anda a reboque" do seu marido fotógrafo viciado em trabalho. Os dois vão-se encontrar e construir uma enorme amizade, o que lhes vai permitir enfrentar a solidão num país longuinquo e culturalmente muito diferente. Filme de rara sensibilidade e beleza, assente nos actores, e num argumento magnífico da Realizadora (premiado com o respectivo Oscar). Nomeações ainda para Melhor Filme, Melhor Realização e Melhor Actor Principal.

Livro - A Dinâmica do Capitalismo




Fernand Braudel historiador Francês, publicou este trabalho em 1985, o qual contém os textos de 3 conferências proferidas pelo autor, em 1977 na Universidade Americana de John Hopkins. Durante 3 décadas Braudel estudou a História da Economia Mundial, sendo este trabalho um dos seus resultados.

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Presidenciais 2008 - EUA XIII

Mais uma curiosidade no processo eleitoral Norte Americano. As primárias no Indiana estão abertas a todos os eleitores e não apenas aos membros do Partido Democrata. Não deixa de ser curioso que um estado tradicionalmente Republicano, possa ter influencia na decisão final do candidato Democrata...

Até onde irá a falta de vergonha ?

"Não há excesso de liberdade se aqueles que são livres são responsáveis. O problema é liberdade sem responsabilidade.", escreveu o Nobel da Economia (1976) Milton Friedman. Mais 3 cêntimos no Gasóleo, mais 2.1 cêntimos na Gasolina. Nada, mas rigorosamente nada, justifica estes aumentos, a não ser o lucro das Grandes Empresas Petroliferas, e a falta de vergonha /sensibilidade do nosso Governo.

terça-feira, 29 de abril de 2008

Livro - O Fantasma dos Canterville


Escrito em 1888 por Oscar Wilde é um livro delicioso. Um diplomata Americano apesar de avisado da existência de um fantasma no castelo de Canterville, resolve mesmo assim comprá-lo, com o seguinte argumento "Compro o castelo com todo o seu recheio, incluindo o fantasma", ao que acrescenta, "venho de um país onde se adquire tudo com dinheiro". Wilde contrapõe o conservadorismo da cultura aristocrática britânica, e a nova cultura americana, muito mais pragmática. A partir daqui o "pobre" fantasma vai ver a sua vida transformada num enorme tormento...